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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Rede: o que era massa vira molécula

Uma nova era em educação”.

Como outras tecnologias (o cinema, o rádio, a televisão e o vídeo) que prometiam revolucionar a educação e não o fizeram, nem tiveram um impacto significativo no paradigma dominante de ensino e aprendizagem, o computador tem o poder de convergir todas as mídias e oferecer sofisticação de informática e telecomunicações. Hoje é possível pensar em molecularização em: marketing (cada cliente tratado como um mercado único, um ser integral); produção industrial (séries de produção de apenas um item, como "jeans" ou carro sob medida; mídia (jornal pessoal, ambiente eletrônico de milhões de canais, mobilidade); educação (cada aluno tratado como aprendiz individual, relação de ganha ganha com seu tutor/educador); transporte (veículos como eletrodomésticos de informação, estradas inteligentes, ambiências de encontros); e a sociedade em geral (estruturas moleculares fluidas feitas de agrupamentos, tribos, rodas - redes). O que era "massa" vira "molecular", um deslocamento conceitual que está transformando o setor produtivo globalizado que já entraram plenamente na sociedade da informação.

Há alguns anos diziam que a tecnologia, de certa forma, atrapalhava porque era lenta, um dos bordões da época era –o meu computador está lentil. Hoje, outros dizem que quando a mão do Homem está no processo, é ela que atrapalha. De um lado convivemos com empresas que ainda possuem equipamentos ultrapassados, mobiliário inadequado e transformam a conexão em um eterno restart! De outro, existem aquelas que constroem um atendimento com base em sistemas complexos, modernos, mas que não funcionam porque não há investimento em treinamento, ou seja, no atendimento por trás do sistema – no SER HUMANO. Assim, chegamos à conclusão que, como há uns anos, problemas permanecem de qualquer forma. Falar de tecnologia e, em especial da internet, requer cuidado, porque exige uma grande variedade de pontos a serem explorados.

No passado as organizações prosperavam devido a fatores de economia de escala, acesso à matéria prima, produtividade e custo de mão-de-obra. No futuro o sucesso será determinado pela renovação contínua dos produtos, sistemas, processos, ambientes, marketing e recursos humanos.

Desde que a informática contagiou todos os segmentos da sociedade, iniciou-se um processo irreversível de exclusão e se transformou na forma de comunicação corporativa. Tudo ou quase tudo começou a andar mais rápido. Milhões de negócios são realizados simultaneamente. E-mail, chats, MSN, Skype, grupos de discussão e as redes sociais. Tudo e em real time. O ciclo se completa com mais velocidade e nossas crianças ficam adultas mais cedo, afinal os games estão ai, exatamente, para criar essa exatidão de pensamento e rapidez nos reflexos.

A educação agora é à distância e o professor não é mais o detentor de todas as informações, agora sim, de conhecimento. O computador é uma ferramenta que deve ser utilizada de forma que o usuário não se perca, mas saiba ter o poder da escolha pelo que mais lhe interessa. Enfim, se a tecnologia individualiza e faz com que esqueçamos como se escreve à mão, de forma contraditória transforma a todos, os conectados, em nós de uma única rede e globaliza a troca de experiência e o respeito à diversidade, afinal somos todos interdependentes.

A Internet é mesmo uma revolução. Mesmo com todo o conteúdo que possui, é com serviços que os internautas gastam mais o seu tempo. Mesmo que no Brasil a capacidade de acesso seja realmente o de um país em desenvolvimento e pobre, estamos descobrindo a eficiência da ferramenta, e quando os comunicadores perderem o medo e souberem realmente como utilizá-la, a Internet poderá ser realmente uma mídia capaz de atingir milhões.

A visão mais cruel que se faz do uso da Internet atualmente, é com relação à segurança. É lógico pensar que à medida que a rede é utilizada como ferramenta financeira, as fraudes, os hackers, os vírus e tantas outras falcatruas proliferam exponencialmente.

O momento então é do marketing virtual. Quem não está na Internet não está em lugar nenhum. A história é sábia. Do aparecimento da Internet ao estouro da bolha, muitos visionários faliram, pois estavam no lugar errado no momento errado. De 2003 para cá, o renascimento das atividades digitais profissionalizou o mercado, aumentando o número de anunciantes que exigiram um melhor aproveitamento da web em seus planejamentos, reforçando a idéia do cross-mídia, ou seja, a utilização de mídias integradas.

A interligação das pessoas na organização de uma rede de comunicação é a pré-condição para criar esta consciência. O intelecto que surge deve ser apropriado para solucionar problemas, inovar e estender a consciência de indivíduos às organizações.

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