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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Comunicação Ambiental

Quem não se comunica, se “estrumbica”

Parece que tudo aconteceu nos anos mil e novecentos, conhecidos como o Século da Ciência. Nesse tempo o Homem desvendou mistérios inacreditáveis, não só foi à Lua, como digitalizou, absolutamente, tudo à sua frente, deixando um caos o processo de transmissão da informação, mais pelo excesso e pela ansiedade, do que, necessariamente, pela organização, a gestão. Entramos pelos anos dois mil, mais conhecidos como os anos do Século da Comunicação. A previsão é que a civilização dependerá em especial, da capacidade da Comunicação de integrar as pessoas, distribuir informação e com isso gerar conhecimento para proporcionar o progresso do ser humano.

Por falar em Comunicação, devemos dizer, antes de qualquer coisa, que ela deve proporcionar um entendimento claro da informação, ou seja, que o emissor e o receptor tenham minimamente um certo grau de conexão para conseguirem se comunicar, o que explica o conceito de interdependência e respeito à diversidade. Qualquer nação que queira crescer precisa encontrar um equilíbrio na forma de comunicação entre o setor privado e o público, melhorar os relacionamentos humanos e, por isso, aproximar as pessoas para viverem em Paz. Essa democracia precisa da força da Educação estimulando a criatividade e criando novas tecnologias para transformar e ser transformada por ela. Enfim, para que as pessoas se comuniquem.

Entenda-se tecnologia neste momento, como sendo qualquer recurso ou base para executar a Comunicação.  A criação do papel desde o ano 5 a.C., assim como o uso da Internet como fazemos nos dias de hoje, devem ser entendidos como recursos tecnológicos de transmissão de informações. A arte é uma expressão que se desenha sobre um desses recursos por exemplo, e aparece através da forma de comunicação dos tipos de público que temos em um determinado grupo ou lugar. Esta arte concebida em meio ao ambiente, além de seu valor como arte e base tecnológica, tem uma missão social porque integra o artista e o transforma em um comunicador, portanto, em um instrumento da Comunicação.

Com este pensamento, toda e qualquer expressão é válida, porque se viabiliza através de um foco, um receptor, ou seja, é feita para alguém que a entende. Assim, devemos agradecer aos movimentos populares e de periferia por sua colaboração e tê-los como exemplo.  Alguns setores do mercado deveriam olhar para esta comunicação, digamos, feita e transformada pelo ambiente, e adaptarem suas realidades a esse estilo de expressão. Vamos imaginar, apenas como um exercício, os profissionais envolvidos com a máxima tecnologia na área da Saúde, como numa UTI. Sabemos de antemão que a comunicação é um problema neste segmento, pois o paciente não entende a linguagem do médico e este por sua vez, não foi preparado na academia ou na vivência da profissão, para se comunicar de maneira fluida e normal com o paciente. Então, se a comunicação ambiental entrar nesse ambiente da forma como a entendemos acima, quem sabe o médico, em especial, poderá chegar mais facilmente ao seu objetivo, que é curar ou melhorar a qualidade de vida de seus assistidos.

Espero que o Século 21 seja conhecido como os tempos da Comunicação porque chegamos num ponto em que o ser humano precisa se comunicar para sobreviver. Ninguém vive sozinho sem enlouquecer. Com o excesso de informação que recebemos diariamente, é fundamental que a pessoa trabalhe sua comunicação interpessoal, pois a tecnologia, agora sim, como uma forma de comunicação virtual que penetrou em todas as camadas da sociedade, ao mesmo tempo em que agiliza o processo da comunicação, inicia um processo de exclusão e alienação que ainda não se pode avaliar. O cuidado está em não deixar que a tecnologia se transforme em um processo da ‘arte’ individualista e elitista de comunicação.  Mais uma vez nossa razão encontra a necessidade da Educação, e somada a ela e a fim de aumentar o acesso de todas as pessoas a essa tecnologia, precisamos de vontade política e distribuição de renda.

Feliz 2012

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