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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Tempo é História

Foto: Voluntário - autor Valdir Cimino
10º Aniversário do Ano Internacional dos Voluntários

Como fazemos em todos os aniversários, nada melhor que um balanço desse tempo. Para começar devemos entender que o tempo é relativo e que não para de passar, e depois que passa, cria uma outra história diferente de quando começou. Não temos saída! Ou seja, nosso maior desafio é encontrar a melhor forma de utilizar esse tempo a nosso favor, criando condições que assegurem a todos, qualidade de vida.

A promoção do bem estar dos cidadãos e sua sociedade só farão a partir da promoção de valores essenciais para uma vida mais justa e inclusiva para todos.

Relatório sobre o Estado do Voluntariado no Mundo (SWVR - State of the World's Volunteerism Report) produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), confere aos governos a tarefa de incentivar estudos mais empíricos. Um único órgão governamental deve ser responsável pela avaliação do voluntariado no país, em vez de depender de levantamentos feitos órgão a órgão. Essa medida deve ser acompanhada de um acordo mundial sobre padrões mínimos e metodologia para assegurar a comparação internacional de dados.

Três grandes tendências estão mudando a face do voluntariado no início da globalização e da era digital: a migração e as viagens estão transformando o modo como as pessoas se voluntariam; o setor privado está cada vez mais envolvido no voluntariado e, as tecnologias da informação e comunicação estão fornecendo novos meios de participação voluntária.

O voluntariado fornece uma direção importante para a saída da pobreza, ao construir capital social, humano, natural, físico, financeiro e político. O voluntariado pode ser especialmente eficaz, quando os recursos nas comunidades locais são utilizados em conjunto. Entretanto, como aponta o relatório, para que as pessoas saiam da pobreza, se faz necessário um sistema de apoio, articulado com o mundo exterior e investimentos para promover um ambiente favorável.


O relatório constatou que as ações voluntárias são formas fundamentais de superar a exclusão social, visto que essas ações podem aumentar o sentimento de valor próprio, bem como ajudar no desenvolvimento de vocações e outras habilidades. Para as comunidades, as ações voluntárias podem levar a uma relação mais coesa por meio do estabelecimento da confiança. Isso também coloca em ação recursos humanos que se encontravam inativos, podendo, dessa forma, conduzir a um cenário de ganhos econômicos. O voluntariado precisa ser conhecido plenamente para que seja colocado no seu lugar devido: o debate público sobre inclusão social. Os governos podem fazer melhor uso do voluntariado como uma ferramenta complementar para políticas sociais.

Em suma, Flavia Pansieri coordenadora executiva do programa VNU destaca no relatório: “O voluntariado é mais que uma ferramenta para o desenvolvimento. Seus valores centrais são indispensáveis para conduzir o mundo no sentido de um futuro mais sustentável. Em todo o planeta, as pessoas estão reconhecendo cada vez mais que nossos padrões insustentáveis de produção e consumo precisam ser modificados.”

Fonte:  http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3861&lay=cid

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