Valdir Cimino

 

Bem Vindo ...

Em 1979, iniciei as minhas atividades profissionais na área da comunicação social, mais especificamente na Publicidade e Propaganda. A especialização em Marketing e Relações Públicas aconteceu pela vivência e experiências bem sucedidas ajudando a construir a reputação e credibilidade de empresas como C&A Modas, MTV Brasil e Rede Globo de Televisão. O exercício e apoio a consolidação do terceiro setor acontece com a fundação da Associação Viva e Deixe Viver concomitante com a atuação na área da educação. Seja bem vindo.
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Julho de 2010

O Papel Econômico e o Valor do Trabalho Voluntário

pe_anchieta_baixoAcredito que o primeiro voluntário estrangeiro a pisar em solo brasileiro tenha sido o Padre José de Anchieta, se bem, que os primeiros de verdade não tinham a menor consciência do que era ser voluntário, os índios, que por sinal tinham melhor habilidade com a natureza e a liberdade.

Anchieta era espanhol, foi enviado para o Brasil em 1553, tinha a saúde comprometida graças a sua coluna, que o fazia levemente corcunda e o impedia de fazer peregrinações pelas terras brasileiras.

Empreendedor de sua missão social, promoveu aspectos religiosos, literários e políticos no início do Brasil. Foi professor, catequizador, pacificador dos índios, estudou e aprendeu em poucos meses a língua tupi, organizando a gramática e um dicionário; foi mestre em várias artes e profissões ensinadas aos índios. Favoreceu à promoção humana.

Com a frase celebre de Henry Ford, criador do modelo T, de 1908 avançamos alguns anos na humanidade para entender porque “É mais fácil amar a humanidade como um todo do que amar o próximo”, não temos tempo para o outro, para o que é ético e tem valor, vivemos em um mundo consumista, imediatista e violento. Ford foi o pai de linhas de montagem moderna utilizada na produção em massa, um dos pioneiros do capitalismo, revolucionou a indústria norte americana e o transporte de automóveis. Deixou grande parte de sua fortuna para o social. Favoreceu o capitalismo social.

Capitalismo Social e Promoção Humana nos leva a crer que quem controi uma marca social é o ser humano, se por natureza o homem é voluntário está mais do que na hora de tratarmos o trabalho voluntário como uma ação mensurável e de valor e não simplesmente como ação meramente assistencialista.

2007 foi um grande marco para o Terceiro Setor no Brasil, pela primeira vez visualizamos as ações sociais construtivas destacadas junto a composição do Produto Interno Bruto (PIB). Isto significa o reconhecimento através da revisão realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), favorecendo o capital humano.

A participação oficial de 1,4% na formação do novo produto brasileiro significa que movimentou cerca de 32 bilhões de reais. A ONU denominou de Conta Satélite do Setor Não Lucrativo a metodologia que agora orienta os institutos de pesquisa nos países a levantarem as informações sobre as atividades do terceiro setor.

Saber sobre o crescimento do setor é importante, mas não suficiente. O grande desafio que temos pela frente é demonstrar que o terceiro setor desempenha papel estratégico fundamental para o desenvolvimento social do nosso País. O seu impacto transformador da realidade social é significativamente mais importante do que sua mera participação no PIB.

A chamada responsabilidade social, ou seja, toda organização tem o dever de devolver ao meio ambiente uma parcela daquilo que ele (o meio) lhe proporciona. Finalmente descobrimos que a Natureza é também um ser vivo, e precisa assim como qualquer outro, de proteção e cuidado, e as empresas privadas, ou como chamamos, o 2º setor, movimenta por conta disto, uma quantidade enorme de energia e pessoas no sentido de estabelecer formas saudáveis de ser responsável.

Um conceito inédito no Brasil são os indicadores da mensuração da Independent Sector sobre a valoração da hora voluntária, uma nova perspectiva do valor humano impactando sobre as ações sociais desenvonvidas. O site da Independent Sector é www.independentsector.org.

Mais um indicador importante para as empresas adotarem em suas áreas contábeis e registros consolidados em seus balanços sociais.

 


INDICADORES

Uma leitura não assistencialista sobre o voluntário

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Desde 1983 a Organização Independent Sector monitora e valora a hora voluntária nos EUA. Estes indicadores têm auxiliado empresas e governo a refletirem sobre o quanto as organizações da sociedade civil recebem em capital humano enaltecendo reais indicadores do balanço social. Em 2007 a hora voluntária em Nova York equivalia a US$28,04.

Em 2009, baseado neste conceito, a Associação Viva e Deixe Viver em parceria com a Qualibest desenvolveram pesquisa sobre o perfil do voluntário Contador de Histórias e os indicadores demonstraram uma qualificação surpreendente graças ao processo de seleção e ensino continuado traduzidos em mais de 9,5 horas por mês levando cultura e educação através da leitura e do brincar em mais de 80 hospitais no Brasil. A Associação computou mais de R$ 2.500.000,00 em horas qualificadas doadas pelos voluntários. A relação mais interessante desta ação é que a sustentabilidade do Viva traduzindo em plano de negócios é o equivalente a R$ 1.250.000,00 por ano.

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CONEXÕES

O Instituto Fonte, Fundação Itaú Social, Instituto Paulo Montenegro e IBOPE Inteligência apresentou, em fevereiro de 2010, o Panorama da Avaliação de Projetos Sociais de ONGs no Brasil, cujo documento foi elaborado com colaboração de 363 organizações da sociedade civil brasileira e foi de fundamental importância para viabilizar o estudo de maneira eficaz, rigorosa e com precisão de mapear motivações, desafios e tendências da avaliação de projetos e programas sociais no Brasil.

• Observam-se quatro diferentes posturas das ONGs brasileiras em relação à avaliação:
- avaliação como ferramenta estratégica: 26%;
- avaliação como ferramenta de promoção dos projetos: 33%;
- avaliação como obrigação formal e burocrática: 18%; e
- avaliação como desperdício de tempo e de recursos: 23%.

• É expressiva a quantidade de organizações que afirmou ter realizado avaliações de projetos nos últimos cinco anos, com predominância de equipes internas. A necessidade de criar espaços de qualificação e formação para estes grupos de profissionais é vital para a qualificação das avaliações realizadas internamente.

Fonte: www.fonte.org.br | http://www.lasociedadcivil.org/docs/ciberteca/047.pdf

 


SAIBA MAIS

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"Gestão de Marketing" é o resultado de muitos anos de trabalho e pesquisa que resultou em uma obra abrangente. A equipe da conceituada Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) apresenta um livro didático e objetivo com casos e exemplos significativos, que ilustram e aplicam os conceitos à nossa realidade. O capítulo 19 é totalmente dedicado a ética e Marketing

Valdir Cimino
Presidente da Viva e Deixe Viver, Diretor da CS. PRO - Comunicação Sustentável e Educador na FACOM/FAAP
www.valdircimino.com.br
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